CONTAGEM REGRESSIVA

"... sabemos que a arte de nosso tempo, ela própria, no que tem de mais ousado, se coloca no horizonte do precário, desprezando o conforto das formas fixas e a tutela sereníssima do eterno." (Haroldo de Campos, na introdução do livro Pequena Estética, de Max Bense)


CUMPLICIDADE

quarta-feira, 20 de abril de 2011

FODA=SE




6 comentários:

Sylvio de Alencar. disse...

No 'foda-se', a morte e o silêncio acabam ganhando espaço; sobra pouco para a vida e pras palavras.

Não espero mais comentários seus (como um sinal de respeito ao seu desejo de silêncio já citado aqui em algum lugar); comento pois, livre de opniões futuras que, mesmo não escritas, estarão presentes em seus pensamentos.

A soma de todas as cores resulta no branco; a ausência de todas as cores, resulta no preto. Creio que a mesma mecânica rola com relação aos sons, aos silêncios: a soma deles resulta em um bom silêncio, já a falta...

Grande e carinhoso abraço, poeta da formas cores e palavras!

Sylvio de Alencar. disse...

Faltou uma frase...

"Creio que a mesma mecãnica rola com relação aos sons, e aos silêncios: a soma deles (dos sons), resulta em um bom silêncio, já a falta..."

MIRZE disse...

Quanta criatividade nessa linha tênue entre a vida e a morte!

Fantástico, poeta!


Beijos

Mirze

Cosmunicando disse...

foda-se a palavra morta, aquela sem eco, aquela não (co)respondida, aquela vazia de vida... viva a palavra que instiga!

beijão, amor.

Sylvio de Alencar. disse...

Huuummm...!!! Tem lógica!
As vezes me falta uma certa sensibilidade para ler uma poesia sob certo ângulo. Isso faz sentir-me (as vezes), como touro em loja de cristais...: entro e vou 'derrubando' tudo!
Por essas e por outras que uma andorinha só não faz verão.

Viva a palavra viva!
Vivaaaa!!!!

Abraços!!

Pedro Luiz Da Cas Viegas disse...

Repleto de boa estética e de sentido.