CUMPLICIDADE

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

LANÇAMENTO

Atenção pessoal: lançamento do livro do Fábio Cezar.
Visitem o blog dele, comentem e encomendem um exemplar do livro. Vale a pena!!!

beijos & abraços.

"de lírios & lirismo eu sou feito
peixe a nadar
num mar de rosas e espinhos
imperfeito fruto do amor-perfeito"



DE LÍRIOS & LIRISMO


autor: Fábio Cezar
edição: VirtualBooks
gênero: poesia
páginas: 68
formato: 14X20

R$ 10,00


EM JANEIRO

Reserve um exemplar e colabore com a produção autoral independente.

Visite, comente, divulgue:
fabiocezar.blogspot.com

terça-feira, 10 de novembro de 2009

COM FUSÃO



como despedida do blog deixo esse poema dedicado à Má e ao Rá, meus filhos, como, posso dizer, pagando uma dívida poética para com eles. o que poderia dizer sobre os dois? eles são foda!!!
beijos!

sábado, 31 de outubro de 2009

POEMASTIGANDO

Whohub: WHO IS ONLINE

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

PUTA?

domingo, 25 de outubro de 2009

GRAFOMANIA

sábado, 24 de outubro de 2009

RIMAS

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

VEM!

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

NOTAS?

sábado, 17 de outubro de 2009

NASCENTE

dedicado à Guta, a pequena samurai.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

ALÉM

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

MALDITAS ELECCIONES - CHICHO FERLOSIO

HAY UNA LUMBRE EN ASTURIAS - CHICHO SÁNCHEZ FERLOSIO

LA PALOMA - CHICHO VÁLDEZ FERLOSIO

AQUI!

poema dedicado à mê, pela amizade, leveza e confiança!

terça-feira, 13 de outubro de 2009

AÍ!

sábado, 10 de outubro de 2009

ATÉ EU!

domingo, 4 de outubro de 2009

EMPREENDIMENTO

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

HERÓI COBRADO

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

FUNÇÃO

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

AQUI

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

LÁPIS DE CORPO

terça-feira, 15 de setembro de 2009

PEDRA DE TOQUE

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

TRILHOS

Hirta, diante de meu corpo teso
se agiganta a fera imersa em meu pensamento.
O silêncio crepita no cinema do pastor insano.
O trem agoniza em corpos postos em marmitas.
Tudo muda e emudece em urros inumanos.
Bandeiras, telhas, centelhas de vida
se abocanham e teimam em uma fuga.
As bocas em beijos incompreensíveis
se comprimem em não palavras que se devoram.
Oram as mães, oram os santos, oram os sexos
em louvor da arquitetura humana
em louvor da engenharia da vida.
Em vão a pureza se desmistifica
em nome do pudor da mecânica divina.
Impunes as sobras se espalham como dádivas.
As mãos desfalecidas aclamam a Vontade
em nome do desejo inominável e obscuro.
Hirta, diante de meu corpo teso,
se agiganta a fera imersa em meu pensamento.
Já não me vejo imenso quanto me existia
mas cresço em proporção ao medo que exige.
Resiste! resiste! proclama o eu demônio
anjo condutor desse incoerente trem divino.
Ali tudo sentou acomodado e foi conduzido.
Induzido o destino, se deixa na plataforma nula
(passageiro engano do que é precipício).
Vertigem voraz nessa queda infinda e escura
meus fracassos se alimentam do que recuso.
Trago em mim a milícia dos pecados, das malícias
dos estragos, das delícias, do gozo encerrado
(que se anuncia breve, tenso, infinito e imenso).
E sigo o trilho provocante feito escada plana e fria
em busca da última parada que não conheço
ainda que na lida sinuosa isso tudo signifique vida.

ACIMA DE QUALQUER SUSPEITA

a poesia está morta!
eu mesmo a encontrei
ali
inerte
caída atrás da porta

nada
nem uma gota de sangue
nada
nenhuma resposta
nada
de abraços amigos
nada
de vísceras expostas
nada
além do silêncio
nada
dígno de nota.

sábado, 12 de setembro de 2009

PRINCÍPIO DA INCERTEZA

poema feito em parceria com a Mercedes Lorenzo,
também conhecida como minha super amiga .
amiga e parceira pra toda obra!!!

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

CORPORE IN SANO

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

LÁ & CÁ

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

ORÁCULO

METAMETADE

domingo, 6 de setembro de 2009

C (AR) MIM

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

HISTÓRIA

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

VIDA 140.155

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

AMOR

domingo, 30 de agosto de 2009

A CHAVE

sábado, 29 de agosto de 2009

BONECOS

Esses bonecos são feitos pelo meu amigo e parceiro musical Jorge.
Esses são alguns que ele me deu de presente entre tantos outros que já fez.
Da esquerda pra direita: Roger Glover (Deep Purple) - Jimi Hendrix -
O Fantasma - Ran Xerox - Lobo Solitário - The Spirit - Nosferato
- Corredor X - Valentina - Mafalda - Surfista Prateado

aí tem muita poesia da minha infância, adolescência e vida adulterada.

(clique na imagem para aumentá-la)

sábado, 22 de agosto de 2009

SÓ!!!

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

6-9-15-19

poema inspirado e dedicado à carmem

BORRA, PORRA

publicado por insistência, portanto, também culpa da mê.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

POEXTRA



AQUI O POETA É MINGUANTE!

domingo, 2 de agosto de 2009

RIVERSO

X

quarta-feira, 29 de julho de 2009

EpiDermia

ECO/OCO

poeminha antigo com uma camada nova de verniz... iz iz iz iz...

domingo, 26 de julho de 2009

ASSIM SEJA

sábado, 25 de julho de 2009

ENTRE HORAS

sábado, 18 de julho de 2009

NEDA

poema em parceria com Mercedes Lorenzo,
dedicado a Ethel Muniz pelo seu vídeo TEHERAN AVENUE KALGAR (http://ethmuniz.multiply.com/video/item/104/TEHERAN_AVENUE_KARGAR...)

quinta-feira, 16 de julho de 2009

TEMPERO

DOCUMENTO


quarta-feira, 15 de julho de 2009

POEMA ESTRELA


quinta-feira, 9 de julho de 2009

VI A GEM

segunda-feira, 6 de julho de 2009

OFICINA DA CARNE


sábado, 4 de julho de 2009

DANDO LINHA

terça-feira, 30 de junho de 2009

PROLIXO

sábado, 20 de junho de 2009

CARTA AOS MELHORES

meus amigos, alguns pessoais e outros virtuais,

não sei qual é o esquema para essa escolha de top blog ou melhores blogs, mas pelo que entendo é indicação de alguém. deve ser isso.
algumas vezes recebo e-mail dizendo que fui indicado pra isso ou aquilo... porra, legal, fico contente e coisa e tal, mas não acho que seja por aí.
melhores blogs são aqueles que eu gosto. o que eu gosto não é necessariamente o melhor para as outras pessoas. isso, principalmente, quando se trata de poesia. não estamos em meio a uma disputa.
o melhor blog somos todos nós. é algo meio como a vida. como discutir a maior importância entre uma pedra e o homem?
aos que gostam do que faço peço carinhosamente que me esqueçam nessas coisas e apenas curtam o meu trabalho que junto aos demais, é o que importa.
gosto sempre de citar uma frase africana: eu somos nós. assim somos melhores. quero me cercar de gente bacana, com as quais eu possa ser coletivamente melhor. sem essa babaquice de celebridade. nós somos a celebração.

abraços e beijos

rubens, ru, rubinho, rubão, ruboso, rubera e sei lá mais o quê....

EM CONSERVA

quinta-feira, 18 de junho de 2009

TÁ LIGADO, MEU?

segunda-feira, 15 de junho de 2009

5 PEQUENOS POEMAS DE E PARA POEMAS

domingo, 14 de junho de 2009

MÁSCARAS

REPOUSO

segunda-feira, 8 de junho de 2009

DE NADA

quinta-feira, 4 de junho de 2009

CLASSIFICADO

segunda-feira, 1 de junho de 2009

ERGO SÓ

sábado, 30 de maio de 2009

GRAFIA

INVESTE

quinta-feira, 28 de maio de 2009

INSTANTE

segunda-feira, 25 de maio de 2009

SECURA

quinta-feira, 21 de maio de 2009

MUNDO INTEIRO

sábado, 16 de maio de 2009

?

UM LUGAR


quinta-feira, 14 de maio de 2009

SEXO ORAL

terça-feira, 12 de maio de 2009

UNIDADE COMPORTAMENTAL

sábado, 9 de maio de 2009


terça-feira, 5 de maio de 2009

HÁLITO

DE CARA

domingo, 3 de maio de 2009

SEREI UM CAMPEÃO?

independente de dirigentes, cartolas, estádios,
juízes, torcedores, jogadores, ronaldos e do
marcelo novaes, o futebol ainda me dá algumas
poucas alegrias. felizmente sou corintiano e não
um poetinha prenhe de ambrosia... ou azia!

quarta-feira, 22 de abril de 2009

ENDÓCRINA

POEMA DA DOR

quarta-feira, 8 de abril de 2009

A CELA


segunda-feira, 6 de abril de 2009

CAVALGADURA


FOLIA DE REIS


RESGATE


POEMA REDE


sábado, 4 de abril de 2009

MANCHA


TE DIREI QUEM ÉS


UM LANCE MALLARMÁGICO


quinta-feira, 12 de março de 2009

HEIN?


VERSO


quarta-feira, 11 de março de 2009

PEDRA SOBRE PEDRA

...essa é uma produção do canal procriativo RUBISCO
(por intermédio de mãos outras em outros tempos)
(uma semente ou um somente)

AHHHHHHHHHHHH...


terça-feira, 10 de março de 2009

DESOBJETO


quinta-feira, 5 de março de 2009

MOVIVENTO


terça-feira, 3 de março de 2009

MONUMENTO

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

WINDEUS (A)


essa é uma produção softfisticada de RUBISCO
(em momentos estaremos aqui, ali, acolá e além)

http://ciscozappa.blogspot.com/2009/02/canomes.html


sábado, 14 de fevereiro de 2009

CIRCULAÇÃO DO CAPITAL

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

POEMA DE AMOR

SOLITUDO

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

FENIXCÍDIO

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

GAZ EU

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

INVEN TAR E QUAR

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

CAQUIRI AO AMIGO ZAPPA

CAQUI
RI
O
VERDE
CAQUI
QUE
SE 
FARÁ
VERÃO

VOCÊS
VERÃO!

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

MAMÃE E PAPAYA

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

FECHADO PRA BALANÇO

poemastiguei
tanto... tanto
mas tanto
que fiquei
tonto
fiquei
indi
gesto

talvez aqui
fique apenas
a intenção
talvez aqui
já seja
o gesto

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

TÓXICO

SILI CLONE

meu deus,
são tão grandes
firmes,
bem sustentados...
também quero
um implante,
dos grandes,
no meu orgasmo

DE MANHÃ

vou partir seus lábios em beijos ou murros
fazendo-nos à moda do desejo ainda obscuro
até que sangrem sobre meu pau derrotado
onde os sussurros sejam dores, sejam urros


violentá-la nesse café requentado de todo dia
rasgar sua pele, lençóis, seus sonhos e agonia
vê-la vagina morta na porta que se esmola
Torná-la escória que se rejeita... e serví-la!


vou acordá-la no leito em todos seus defeitos
animal faminto, indecente, rasgando seus peitos
quero sujá-la de terra, merda, moral e reduzí-la
torná-la venal, cruel, amarga, dejeto que rejeito


vou torná-la nula, nua no existir que se cria
objeto obsoleto, sem uso, sobre estantes ou pias
vou lavar-me dos remorsos, colocá-los no bolso
vou abrir a janela e finalmente dizer: bom dia!!!

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

CAMBIANTE

BOMBA H

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

PASSAR IN AR

POEMA-ABJETO

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

COMPORTA

FIAT LUX

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

DOGMA

ORGÂNICO

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

DESCAMPAMENTO 2 (O LADO DE DENTRO)


Havia muito tempo que quase todos os entes da floresta haviam desaparecido. As criaturas, segundo diziam, já não brotavam mais das sementes e das nuvens, não corriam nas águas e o sol agora apenas aquecia... a lua e as estrelas nem mais iluminavam, nem mais eram guias.

Os entes criadores, ouviu, agora ficavam muito longe de ser alcançados.

- Fiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii... fiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii... uh, uh... tudo tá disandano prá ditrais! num vejo além di eu puraqui.

- Fiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii... fiiiiiiiuuuuuuuuuuuuuuu... assoviava o Curupira enquanto falava com a imagem refletida nas águas do rio.

A lua também o olhava dentro das águas.

O roçar das folhagens deixou-o atento e fez com que se voltasse rapidamente. Um vulto surgiu de dentro da escuridão.

- Caipora? hu hu, sussurra o Curupira.

- I soeu... hã, hã... u nogóço tá feio de negociá... hã, hã... ié só nóis doise aqui na mata, falava o Caipora olhando para todos os lados. Os dois mantinham a grande clareira à margem do rio quase desabitada.

- Nus incontro passado já quase num tinha ninguém. Fiiiiiiiiiiiiiiii... Boitatá, Bitatá, baitatá onde ocê tá? Fiiiiiiiiiiiiiiiiuuuuuuuuuuuuuu... aparece Batatão!

- Num dianta, Curupira, Cobra-de-Fogo apagou... batatá hã hã... si inrolo in si mesma.i foi  dismilingüindo intristicida inté virá fumaça di ardê nus óio. I num é qui si foi na queimada... hã hã... hum hum... e anssim as coisa si vão si sumino.

- Deisdiquê Iara si amufinô tudinha véia i duenti nu fundo du rio as coisa disandaro pra ditrais, lamentou o Curupira. As água cabaro cu’ela qui num cunsiguia mais noivá home bunito. A sujera du rio apagô os óio lindo. Os cabelo cumprido caiu. Fiiiiiiiiiiiiiii... fiiiiiiiiiiuuuuuuuuuuu... Mãe-d’água... afoga as mágoa di nóis.

- Hã hã... hum hum... o Caipora ficava dando voltas na clareira... u Boto... u Boto...

- Boto sumiu! sussurrou Curupira. Boto largô Mãe-d’água suzinha pra viajá nus lonjão. Caiu nesse mundão... ele véve preso nas água azur prus home apreciá. Foi pur dimais duído pra Iara. Mais duído que a dor do rio.

- Quiqui vai sê das muié virge? agora vai morrê di apanhá! dizqui agora ele virô gorfinho, ganha pêxe na boca... hã hã... hum hum...

Calaram-se olhando o rio banhando a lua.

- Iscuita, Curupira... iscuita. Arguém tá sartando na nossa dereção... apura os orvido...iscuita... hã hã... tão sartando sim!

- Fiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii... fiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiuuuuuuuuuuuuuuu... parece danado! quem é ocê qui vem lá?

Do meio das folhagens enegrecidas pela noite salta para o meio da clareira um pretinho de uma perna só e um barrete vermelho na cabeça.

- Sô eu, u Saci! sou eu sim! carma pessoar...

- Vixê, exclamou o Caipora, quiqui deu in ocê di aparecê agora? faizum tempão qui ocê sumiu nesse mundão. Já nem sabia si ocê exeste mais.

Calmamente o negrinho tirou uma baforada do seu cachimbo, ficou olhando ao redor, como se procurasse alguma coisa dele que havia ficado ali. Deu mais algumas pitadas e começou a falar.

- Pessoar, não inxiste mais condição di eu morá no mato, não inxiste não. Deu mais umas baforadas e continuou, agora eu sô criatura dificiente físico, sô sim, e us mato num garante sigurança pras minha condição especiar... agora perciso di lugá ispiciarmente reservado. Aquietou-se um instante e prosseguiu:

- Inda maise quieu tenho uns compromisso co Negrim do Pastoreio pelas iguardade raciar... tenho sim. Agora nóis é afro de... des... ara, afroargumacoisa. Maiseu num sei não... das veiz o pretim acende vela prus preto, das veiz acende pra sinhazinha. Acende sim.

Fumando continuamente seu cachimbo... foi andando em direção aos dois.

- Ara essa agora, Saci... pramódique esse bastão? hã hã... hum hum...

- Lá donde moro us home chama de bengala, chama sim, respondeu automaticamente. Pausou um instante apoiado no bastão e continuou, i num é qui aquele pretim ficou mais danado. Dispois qui acismô di sê um tar de católico, acha tudim. Notro dia, acendeu a vela i incontrô a Mula-sem-cabeça. A danada tava cum nóis i num  instantim disapareceu. Sumiu anssim, ó. Num demorô nadica pra nóis achá a bicha. Tava lá instendida, mortinha da silva nu meio da istrada. U negrim falô qui foi tropelamento, disse qui foi sim.

- Curupira e Caipora desviaram seus olhares cheios de adivinhação do olhar do outro. Prosseguiu o Saci.

- Oceis veve incrausurado nu meio desse matão i num sabe du mundão lá fora. Num sabi não. Oceis alembra daqueles bichim qui vinheram lá dos lonjão prum incontro di nóis... faizum tempão. Faiz sim!

- Ôxe, si alembro. Era uns tar di duende, umas tar de fada, umas tar de bruxa... recordou o Curupira. Vixê, isso faizum tempão memo... hã hã.. fiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii... fiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiuuuuuuuuuuuuuuuuuu...

- Poisé, falou o Saci, os home capituraro uns exemprar dus bichin, capituraro sim, fizero us bichin procriá... ôxe, quá quá, quá quá... os bichim reproduiz mais qui cueio, sô!  Ispaiaro pra tudo qui é lugá. Eles veve bem mió qui nóis na froresta. Os bichim num passa frio, num passa fome i num corre pirigu ninhum. Os home faiz muita festa preles... argumas veiz eles cunvidava nóis... mais era iscundidim. Si ispaiaro por esse mundão sem portera.

O Curupira olhava para o Caipora e o Caipora olhava para o Curupira e os dois olhavam para o Saci que não parava de fumar seu cachimbo, nem de falar.

- U Lubisome véio agora é cachorro pastor da força púbrica. O disgraçado nem recunhece mais as gente. Os puliça atiça ele in nóis e fiodaputa arreganha os dentão, latindo, e vem mordê nóis. Vem mordê sim. Vixe, vou dize qui dueu nos peito ficá oiando aquele bichão di quatro. Isso dueu.

- A cumadi Alamoa, continuou o Saci na falação, agora num cunsegue mais atraí us marinhero dus navio. Quem qui vai iscuitá canto argum co’aquela barueira danada? Ela tá trabaiando nas rua do porto. Tadinha, tá cabada... duenti. Tem qui pagá pra trabaiá na rua. Tem um tar lá que bate nela. Bate sim.

Parou de falar por um momento e ficou olhando em volta como se nem estivesse vendo os dois ali, estáticos. A cada tragada ficava observando a fumaça que ia desaparecendo na escuridão. Nuvens cobriram a lua.

- Num sei o que vai sê de oceis... num sei não! Murmurou o Saci como para si próprio. Num dianta mais ficá na mata, sô. Ôxe, num dianta memo.

O Curupira e o Caipora ficaram ali prostrados. Com os olhares perdidos no breu da noite davam a impressão que nem mais ouviam o Saci, que nem mais ouviam a mata.

- Vô dizê agora qui vô imbora. Vô si encontrá com o Neguim du Pastoreio... vamo mais eu, quem sabe ajuda oceis a vê a luiz. E foi saindo, pulando pela trilha, na direção do fim da mata. Os dois permaneceram ali, parados. Ainda ouviram lá longe o Saci repetindo:

- Num sei o que vai sê de oceis... num sei não!

 

Essa história eu recebi, quando perambulava pelas ruas do centro de Sampa, em uma xerox toda velha, sebenta e amarrotada, de dois sujeitos que a entregavam a quem pediam esmolas. Eram duas figuras. Baixinhos, com os cabelos tingidos de vermelho fogo e totalmente embriagados.

- Ô tiu, dá um real pra nóis comprá pão. Nóis num come deisde onte. Num come não. E aquele bafo de álcool cozido.

Dei o dinheiro para eles e, por um instante, tive a impressão que um dos dois com um velho par de tênis Puma falsificado, tinha os pés virados para trás. Balancei a cabeça e continuei perambulando à toa pelas ruas.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

O ROCK ERROU... YEAH!!!! - PÁGINAS 05 E 06

O ROCK ERROU... YEAH!!!! - PÁGINAS 03 E 04

O ROCK ERROU... YEAH!!!! - PÁGINAS 01 E 02

História que fiz há muito tempo atrás para uma revista em quadrinhos, aqui de sampa, chamada porrada! como são 6 páginas, vou colocar aos pares em 3 postagem. quem começar a ver pela última postagem, só vai ver do fim para o início... não sei se dá na mesma, mas pode ser uma nova experiência...  rs rs rs rs... apenas para registro: foi feita antes da música do lobão (o rock errou).

O PODER (SEM LEGENDA)

Quadrinhos que fiz faz muito tempo também. Não me lembro se foi publicado em algum lugar.

A CIDADE SE DÁ

Faz muito tempo: era para ser uma publicação sobre como cada desenhista via sua cidade... fiz esse desenho sobre Caieiras, onde nasci e insistentemente resido. Fica como registro.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

INVENÇÃO




ADUBO



pra Vera

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

REVÊNUS 02


REVÊNUS 01


segunda-feira, 10 de novembro de 2008

DIVINDADE


sexta-feira, 7 de novembro de 2008

ÊXITO


INUTILMENTE FÚTIL


quinta-feira, 6 de novembro de 2008

QUEIMANDO O FILME


HEAD & HEART


quarta-feira, 5 de novembro de 2008

TÚMIDO


terça-feira, 4 de novembro de 2008

PORNOGRÁFICO


IN MEMORIAN




DIGESTÃO


ONDE


(DES) VARIAÇÕES


sexta-feira, 31 de outubro de 2008

WITH SUMO


quinta-feira, 30 de outubro de 2008

TRANSFUSÃO



LAICO


quarta-feira, 29 de outubro de 2008

VENHA


terça-feira, 28 de outubro de 2008

IDIOLETO


ONÍVORO


am or alidade 02 - LÍNGUA VIVA


am or alidade 01 - LÍNGUA


segunda-feira, 27 de outubro de 2008

AFEITO




terça-feira, 21 de outubro de 2008

PASSAR IN VENTO


segunda-feira, 20 de outubro de 2008

ERMO


segunda-feira, 13 de outubro de 2008

INCRIADO


SAÍDA


sexta-feira, 10 de outubro de 2008

MÁQUINAS PARADAS


quarta-feira, 8 de outubro de 2008

TOQUE


segunda-feira, 29 de setembro de 2008

CÚTIS


quinta-feira, 18 de setembro de 2008

CAIXA


Brincadeira que surgiu de uma proposta do Carvalho, poeta das iluminuras.

BANGULÊ


PICADEIRO


sexta-feira, 12 de setembro de 2008

PAUEMA


PALADRAS


CÓPULASTRAR


SERVIDO?


sexta-feira, 5 de setembro de 2008

JARDIM


quarta-feira, 3 de setembro de 2008

PULSAMBA


terça-feira, 2 de setembro de 2008

ABORTO


segunda-feira, 1 de setembro de 2008

ECOPOEMA


sexta-feira, 29 de agosto de 2008

SINCRETISMO


quinta-feira, 28 de agosto de 2008

ORGANISMO




NUELO




quarta-feira, 27 de agosto de 2008

SONHO


ASSIM


TIGRE




terça-feira, 26 de agosto de 2008

RUAR


DÁDIVA


quinta-feira, 21 de agosto de 2008

PERSONAS